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Tudo o que você precisa saber sobre Plagiocefalia Posicional

Cuidar de um bebê recém-nascido não é algo fácil! Mesmo com todo o carinho e cuidado dos pais, alguns probleminhas podem acontecer durante o crescimento da criança. Um exemplo disso é a Plagiocefalia Posicional.

 

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Você já ouviu falar dessa deformidade? Apesar do nome complicado, você com certeza já reparou a existência dela em algum bebê! Segundo um estudo feito pela Escola de Medicina de Harvard, ela acontece em 12% dos bebês nascidos em até um ano e em 54% das crianças gêmeas. É bastante, não é mesmo?

 

O que é a Plagiocefalia Posicional?

 

A maior característica da Plagiocefalia Posicional é o “achatamento” de um dos lados da cabeça, mais comumente do lado direito, o que pode gerar futuras complicações na estética do crânio, fazendo com que olhos e/ou orelhas fiquem desalinhadas e prejudicando o fechamento da mandíbula. Felizmente, essa deformação não causa nenhum dano mental ao bebê. 

 

 

 

 

 

O que causa a Plagiocefalia?

 

Plagiocefalia Posicional pode ter duas causas: mau posicionamento intra-uterino (dentro do útero, ou seja, durante a gestação) ou o apoio viciado em um dos lados da cabeça.

 

– Posicionamento intra-uterino

 

Apesar de ser mais comum em gestações de gêmeos, essa deformação pode acontecer dentro no útero da mãe, quando a posição da criança força um dos lados da cabeça, fazendo com que ela nasça com esse achatamento da parte posterior do crânio.

 

–       Apoio viciado em um dos lados da cabeça

 

Quando o bebê está em seus primeiros meses de vida, é muito comum que sua cabeça penda para um dos lados, já que ele não possui força no pescoço para controlá-la. Por isso, é muito comum que o bebê fique apenas em uma posição quando está deitado e é aí que mora o perigo da Plagiocefalia Posicional, quando a criança “cria” o vício de apoiar o peso da cabeça em apenas um lado, fazendo com que ela fique achatada.

 

Além do mais, com a indicação de que recém-nascidos devem dormir de barriga para cima, a fim de evitar casos da síndrome da morte súbita, é preciso que os responsáveis fiquem ainda mais atentos a isso.

 

É importante lembrar que a parte da moleira da cabeça da criança demora cerca de dois anos (contando os nove meses de gestação) até se fechar por completo e essa é uma das razões da Plagiocefalia acontecer, já que como os ossos ainda estão se fechando, qualquer força constante em um lado da cabeça pode fazer com que ela fique achatada.

 

 

Como é feito o diagnóstico?

 

Se você notou um pequeno achatamento na cabeça do seu bebê, não precisa se desesperar! Leve seu filhote a um serviço de saúde ou pediatra para ter certeza do diagnóstico. Por isso, se você tiver alguma desconfiança, o primeiro passo é procurar ajuda em uma consulta médica.

 

É bastante importante que você não espere muito para marcar a consulta, visto que a Plagiocefalia Posicional deve ser tratada até a criança completar um ano e meio de vida. Após esse período, se torna quase impossível conseguir alterar a forma estética da cabeça e, consequentemente, desfazer os danos causados pela deformidade.

 

Tratamento da Plagiocefalia

 

Antes de decidir o tratamento da Plagiocefalia, é preciso identificar a gravidade da alteração no crânio.

 

Em casos de menor gravidade, é possível corrigir os danos com mudanças na rotina do bebê e fisioterapia. Já nos casos em que a deformidade está bem avançada, o médico responsável irá receitar o uso de uma órtese, também conhecida como “capacete”, para corrigir a assimetria.

 

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O período de tratamento depende de cada caso, mas varia entre três a cinco meses de uso contínuo, ou seja, o capacete deve ser usado todos os dias por mais de 23 horas ao dia. Pode parecer um tratamento agressivo para uma criança tão pequena, mas a órtese é feita especialmente para o seu bebê!

 

Isso significa que ela terá as medições certas, a fim de que não fique apertado ou largo, e será feita de um material que não irrite a cabeça do pequeno. Ainda por serem muito novos, após algum tempo, a criança não sentirá mais a presença do capacete, se tornando algo da rotina do bebê.

 

 

Plagiocefalia Posicional x Cranioestenose

 

Apesar de muitas pessoas confundirem a Plagiocefalia posicional e a Cranioestenose, essas duas alterações são bem diferentes. Veja a diferença entre as deformidades cranianas:

 

Plagiocefalia posicional: 

é um achatamento que acontece na parte posterior da cabeça da criança quando há um vício de apoio ou ainda durante a gestação. Seu tratamento é feito a partir de mudanças do dia a dia ou do uso de uma órtese para consertar a assimetria.

 

 

Cranioestenose: 

acontece quando as suturas cranianas e as fontanelas ou “moleiras” do bebê se unem precocemente, fazendo com que exista uma deformidade na cabeça da criança, podendo até mesmo prejudicar o seu cérebro. O tratamento para essa malformação é totalmente cirúrgico, quando essas suturas são liberadas novamente, permitindo ao crânio conseguir se desenvolver normalmente.

 

Dicas para evitar a Plagiocefalia Posicional

 

Agora que você sabe o que é a Plagiocefalia posicional, confira algumas dicas para evitar que essa malformação aconteça com o seu bebê:

 

 – Use apoio de costas: para evitar que o seu bebê vire e apoie a cabeça do lado que está ficando achatado durante o sono noturno, coloque travesseiros de apoio em suas costas.

  – Não deixe o bebê por muito tempo na cadeirinha: dessa forma, será muito fácil para que a criança fique com os movimentos limitados e deixe a cabeça apoiada em apenas um lado.

– De olho no berço: prefira colocar o berço no meio do quarto. Assim, a criança poderá receber estímulos dos dois lados enquanto ela está deitada, fazendo com que o seu bebê movimente a cabeça para os dois lados, evitando o apoio excessivo em um lado apenas.

– Carregue o bebê de forma correta: evite carregar a criança em posições que a cabeça dele fique apoiada por muito tempo de apenas um lado.

 

 

–    Deixe-o de barriga para baixo: quando o bebê estiver acordado e quiser brincar, deixe-o em alguns momentos de barriga para baixo. Assim, ele poderá dar um “descanso” para a parte posterior da cabeça e também fortalecerá os músculos do pescoço. Lembrando que é necessário que um adulto esteja por perto quando o bebê ficar nessa posição.

 

 

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Clarice Abreu

Sobre a Drª. Clarice Abreu

Sou médica especialista em Cirurgia Plástica e Cirurgia Craniomaxilofacial, com formação nacional e internacional em Cirurgia Plástica Estética e Reparadora e em Cirurgia Plástica e Craniofacial Pediátrica. Estou comprometida com um atendimento diferenciado e humanizado, respeitando a individualidade de cada paciente e valorizando seus aspectos psicológicos, suas motivações e expectativas pessoais.