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Rinite alérgica: Causas e tratamentos

Não tem como evitar: nas épocas mais geladas do ano a rinite alérgica parece ser a grande vilã, impedindo o bem-estar de muita gente, às vezes até mais do que a gripe ou resfriado.

 

A rinite atinge todas as pessoas, de todas as idades. Em ambientes com muitas pessoas e pouca ventilação, como escolas, escritório (principalmente pelo uso errado do ar condicionado), ônibus, etc, a alergia se torna ainda pior.

 

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O que é rinite alérgica?

 

A rinite alérgica acontece quando o sistema imunológico está tentando se proteger de substâncias que o próprio corpo julga como tóxicas, entre elas: poeira, cheiros fortes, pelos, mofo, mudanças climáticas, pólen… O nariz é o mais afetado por essa alergia, já que ele é o responsável por limpar e filtrar o ar que chegará aos pulmões. Por conta disso, acontece o espirro: uma maneira de o corpo se defender e não deixar nada tóxico entrar nas vias respiratórias.

 

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É comum, em uma crise de rinite, a pessoa espirrar diversas vezes seguidas, o que causa mal estar e até mesmo constrangimento, dependendo do lugar em que ela está. Além do espirro, os olhos também podem lacrimejar e o nariz ficar trancado, seguido por coriza. Nos piores casos, há complicações. A pessoa que sofre de rinite alérgica forte e continuada pode desenvolver sinusite e pólipos nasais que podem vir a obstruir totalmente o nariz.

 

Quem pode ter rinite?

 

Pesquisas consideram que a predisposição para rinite é de 50% de chance se os pais forem alérgicos. É comum, também, de a pessoa não nascer com rinite, mas se tornar alérgica ao longo da vida. Caso nenhum dos pais tenha rinite, a probabilidade de desenvolver a doença ainda é de 10% a 25%. Fatores como clima, alimentação e estilo de vida também podem influenciar no desenvolvimento da alergia.

 

Ok, mas por que no inverno ela piora?

 

Como no inverno usamos e abusamos de blusas, casacos e cobertores de pelo, lã, etc, nosso corpo pode apresentar alergias, entre elas a rinite. Por conta de fungos e ácaros, já que essas peças de roupas costumam ficar guardadas por muito tempo, a reação costuma ser mais forte e também mais duradoura.

 

Como se não bastasse, no frio é normal ficarmos em ambientes aquecidos, fechados, dentro de casa, carro, escritório. Além da falta de circulação de ar, sair desses ambientes quentes e entrar em ambientes gelados é um problema, pois quebras muito abruptas de temperaturas podem provocar uma crise de rinite.

 

Os sintomas

 

Se você ainda não tem certeza se tem rinite alérgica, confira os sintomas abaixo e descubra:

 

– Espirar várias vezes seguidas;

– Nariz entupido (às vezes, até mesmo o ouvido);

– Coriza;

– Olhos inchados e lacrimejando;

– Rosto inchado;

– Coceira no nariz;

 

Aliada à rinite, a pessoa também pode apresentar sinusite (inflamação nos ossos do rosto), dependendo do grau da alergia. Antes de tudo, é muito importante consultar um médico para verificar se os sintomas conferem com a doença.

 

 

As causas

 

As causas da rinite alérgica são diversas. As mais comuns são: mofo, principalmente em apartamentos e casas muito úmidas, pelos de roupas e cobertores.

 

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Mudanças climáticas muito abruptas, excesso de pólen, fumaça de cigarros e perfumes muito fortes também ajudam a agravar a rinite.

 

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Prevenção da rinite

 

Se você já possui rinite, vale a pena ficar de olho nas nossas dicas, para que você não tenha uma crise alérgica antes de algum compromisso ou festa importante!

 

1 – Evitar borrifar perfumes muito fortes;

2 – Dar preferência a roupas recém-lavadas, que não estão guardadas há muito tempo no armário;

3 – Evitar produtos de limpeza;

4 – Evitar inalar fumaça;

5 – Não mudar abruptamente de temperatura (sair do ar condicionado quente para a rua gelada, por exemplo);

6 – Usar edredons em vez de cobertores com muito pelos.

7 – Sempre manter a casa limpa, e livre de pó, pelos e mofos.

8 – Evitar ter tapetes, almofadas e colchas com pelos, dê preferência aos tecidos lisos.

9 – Cuidado com o uso dos incensos, pois muitas vezes eles podem fazer com que a rinite se agrave.

10 – Não utilizar cremes que tenham aroma muito forte.

11 – Evitar laticínios. Pesquisas indicam que o leite aumenta a produção de muco.

12 – Buscar manter uma prática rotineira de atividades físicas e ao ar livre.

13 – Evidentemente, é absolutamente desaconselhável que um alérgico com rinite seja fumante!

 

Com essas dicas, com certeza ficará muito mais fácil evitar a rinite.

 

É importante lembrar, também, que ocorre grande aumento de casos de alergias respiratórias em locais poluídos. É preciso, portanto, que toda a sociedade esteja consciente dos malefícios das poluição atmosférica, que vão, inclusive, muito além das consequências alérgicas.

 

Tratamento de rinite alérgica

 

Além da prevenção que comentamos acima, para tratar a rinite alérgica pode ser necessário utilizar medicamentos prescritos por médicos. Os mais utilizados para interromper a crise de rinite são os antialérgicos, mas é importante também utilizar medicamentos para um tratamento de longo prazo, visando diminuir cada vez mais a intolerância do sistema imunológico a certos cheiros e substâncias. 

 

 

Outra opção, também usada no tratamento, é a de vacinas antialérgicas. Se ministradas corretamente, elas podem reduzir – e muito! – a alergia, até o ponto em que o paciente não precisa mais fazer uso de medicamentos, nem de antialérgicos! Essa é uma ótima – e talvez a mais eficaz – maneira de tratar a rinite alérgica.

 

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Parte do tratamento também consiste em ter uma casa impecavelmente limpa. Trocar lençóis, fronhas e cobertores semanalmente para evitar acúmulo de ácaros e bactérias é muito importante, assim como manter a casa arejada.

 

 

Qual é a cura para a rinite alérgica?

 

Infelizmente ainda não existe cura para a rinite alérgica, mas grandes instituições, como Harvard, estão investindo arduamente em pesquisas para encontrar a cura. Enquanto ela não chega, que tal seguir as nossas dicas de prevenção e tratamento?

 

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Clarice Abreu

Sobre a Drª. Clarice Abreu

Sou médica especialista em Cirurgia Plástica e Cirurgia Craniomaxilofacial, com formação nacional e internacional em Cirurgia Plástica Estética e Reparadora e em Cirurgia Plástica e Craniofacial Pediátrica. Estou comprometida com um atendimento diferenciado e humanizado, respeitando a individualidade de cada paciente e valorizando seus aspectos psicológicos, suas motivações e expectativas pessoais.