Hipertelorismo orbitário

O termo hipertelorismo orbitário ou hiperteleorbitismo ou simplesmente hipertelorismo, corresponde ao aumento da distância entre as órbitas, ou distância interorbital aumentada. A distância entre as órbitas pode ser obtida medindo-se a distância entre os dacrions, ou o ponto onde as suturas frontal, nasal e lacrimal convergem sobre a crista lacrimal anterior, ou seja, a distância entre as margens orbitárias mediais ou internas.

Pode ocorrer um aumento da distância entre os cantos mediais dos olhos sem hipertelorismo verdadeiro, como acontece nos traumas de face em que ocorre telecanto traumático. A distância entre as pupilas também não significa hipertelorismo, uma vez que no estrabismo divergente a distância interpupilar está aumentada, sem haver aumento da distância entre as órbitas.

A distância normal entre as órbitas varia de acordo com a idade do paciente, a raça e o gênero masculino ou feminimo. Em geral, toma-se como medida padrão no adulto a distância interorbital de 30mm.

Medida da fenda palpebral média de 28-30mm

Classificação do Hipertelorismo

O hipertelorismo pode ser classificado em leve, moderado ou grave conforme essa distância entre as órbitas vai aumentando:

Leve: entre 30 e 34mm

Moderado: >34 e <40mm

Grave: acima de 40mm

Causas de hipertelorismo

O hipertelorismo orbitário está relacionado a malformações congênitas, seja por fatores genéticos ou extrínsecos. As principais causas de hipertelorismo são: fissuras raras de face, como a fissura 14 de Tessier, displasia frontonasal, displasia craniofrontonasal (componente genético), encefaloceles frontais, naso-etmoidais, síndromes de Apert e Crouzon.

Alguns problemas estéticos podem acompanhar o hipertelorismo,  como encurtamento do nariz, fissura alar, ponta nasal bífida, fronte malformada, implantação anormal da linha do cabelo, afastamento das sombancelhas, formato anormal dos olhos, mal posicionamento da órbita, distopia do canto lateral dos olhos, encurtamento ou hipoplasia da bochecha, retrusão ou hipoplasia da maxila, obstrução ou alargamento do canal lacrimal, hipertrofia do subcutâneo da área orbitonasal.